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Quem
são os piratas? : a política de pirataria, pobreza e ganância
na indústria da música popular do Brasil, México
e Estados Unidos.
Jack Bishop
UCLA
Apresentada no quarto congresso da Rama Latinoamericana da Associação
Internacional dos Estudos de Musica Popular (IASPM) no
Centro Nacional de Investigación, Documentación e Información
Musical Carlos Chavez, CENEDIM Abril 2-6, 2002 (02/04/2002)
Introdução
No encalço da campanha contra Napster, em nome dos direitos autorais,
a indústria da música, e mais precisamente as cinco maiores
gravadoras do mundo (BMG, Warner, Universal, Sony, EMI), junto a IFPI
(Federação Internacional de Indústria de Fonógrafos),
a Academia Nacional de Artes e de Ciências de Gravações
(NARAS), a Academia Latina de Artes e Ciencias de Gravações
(LARAS), e a Associação Américana da Indústria
de Gravações (RIAA) estão envolvidos num ataque mundial
contra os piratas de CDs. A IFPI estima que no ano dois mil, (2001) um
em cada três CDs comprados era pirateado (IFPI 2000). Esse número
mostra um resultado de 1.8 bilhão unidades. A indústria
da música usa a mídia para reclamar e implorar ao público
pelo seu apoio depois de anos e anos onde essa mesma indústria
colocou os artistas e os consumidores de música na fogueira financeira.
Se não fosse uma situação tão séria
essa postura seria risível. No ano passado as maiores gravadoras
foram oficialmente acusadas de coergir os distribuidores de música
a preservar os preços dos CDs mais altos do que necessário.
Essas táticas aumentaram os precos de CDs em quinhentos mil dólares
desde mil novecentos noventa-e-sete (1997).
Em dois mil e um, (2001) um artigo publicado no journal Los Angeles Times
chamou atenção para um problema já quase esquecido,
o da paiola, usada para controlar o que se toca nas rádios, e revelou
ao público mais um exemplo das práticas ilegais e antiéticas
feitas por essa indústria. Depois disso, o FCC e o Departamento
de Justiça iniciaram uma investigação detalhada sobre
essas acusações de payola entre os promotores independentes
de música e as estações de rádio. E a lista
continua. Com uma estória marcada por negociações
de contratos desfavoráveis aos artistas, ganância, sede de
poder, exploração de preço e price-fixing, a indústria
da música trabalhou duro para conseguir ganhar essa reputação
desfavorável.
Agora vamos levar em consideração o controle que essa indústria
coerciva tem numa entidade universal, como o mercado global de música,
com price-fixing, ou exploração dos preços, estabelecidos
unilateralmente em todas as partes. Isso levanta questões complexas
de como o conceito é usado entre várias nações,
todas com realidades econômicas, culturais e sociais extremamente
diferentes. Os Estados Unidos detêm a maior parte do mercado mundial
de música com 37% de participação (IFPI 2000) e tomaram
a postura de enforçar políticas e padrões que em
muitos países é economicamente inviável. Essa imposição
unilateral de padrões sobre os países da América
Latina não é nada diferente do neocolonialismo e opressão
econômica. Price- fixing injustos e táticas unilaterais geram
opressão econômica aos membros das classes econômicas
mais baixas que gostariam de consumir o produto dessa indústria.
Na América Latina, onde a música ocupa um papel tão
definido de expressão cultural, comprar um CD ao preço sugerido
pelas gravadoras é simplesmente impossível para a maioria.
A idéia de um mercado global de música não é
um conceito novo. O mercado internacional de música existe já
há quase um século. E as Gravadoras sempre tiveram o controle
da sua produção e distribuição. Os consumidores
de música eram simplesmente forçados a pagar o preço
determinado. Com o surgimento do gravador de fitas cassettes nos anos
setenta (70) e a tecnologia do CD nos anos oitenta (80), o jogo começou
a virar. Em meados de noventa (90), a tecnologia do CD evoluiu ao ponto
de que os duplicadores de CD vinham como acessório padrão
de computadores pessoais e duplicadores de CD eram vendidos em lojas de
eletrônicos. Pela primeira vez na estória da indústria
da música os consumidores se aventuravam em ser produtores de música.
E com aplicações na Internet de trocas de arquivos, o consumidor
podia agora também alcançar um certo nível de distribuição
que antes não existia. Com essa mudança, a indústria
da música começou a ver que as cordas que colocaram no hábitos
dos consumidores começou a se fragilizar.
Então, usando como bandeira de luta a defesa dos direitos autorais,
o IFPI, NARAS, LARAS e RIAA se uniram para liqüidar a pirataria de
música a nível global. Até agora eles conseguiram
que a administração do atual Presidente Bill Clinton aprovasse
leis que incluam música pela Internet (a lei se chama "No
Electronic Theft Act," ou NET; "Digital Millenium Copyright
Act, DMCA) entre outras leis que favorecem as grandes gravadores e suas
distribuidoras de praxe. Essas associações estão
pedindo ao governo dos Estado Unidos para pressionar politicamente e quem
sabe até economicamente se necessário for, as nações
nas quais a pirataria de CDs cresce. De uma perspectiva etnomusicóloga,
essa dinâmica intercultural levanta questões muito interessantes
sobre estruturas de poder, ética e a relação entre
a ganância e a pobreza. Como uma introdução de um
projeto maior que estou desenvolvendo, este estudo apresenta um breve
exame dessa dinâmica entre os Estados Unidos, México e Brasil
e tenta chegar perto de responder por definitivo a questão: "Quem
são os piratas"?
Tem algo
errado aqui!
Numa profusão de artigos recentemente publicados em vários
jornais do mundo e publicações da IFPI, as gravadoras estão
esperneando e fazendo pose de boas empresas vítimas de um mundo
que evolue tecnologicamente. A indústria reclama do aumento de
venda de duplicadores de CD e a quantidade de CD-Rs em circulação,
mas recebe uma taxa de dois dólares por cada duplicador e dois
porcento (2%) pela venda de cada CD-R. Em 1994, essas taxas excederam
trinta e quarto (34) milhões de dólares, mas todo artista
com o qual eu discuto o assunto confirma que nunca recebeu pagamento ou
participação com o dinheiro dessa taxa. A indústria
briga pela proteção dos direitos autorais dos artistas,
direitos que eles controlam, e que em muitos casos foram tirados dos artistas.
Enquanto o mundo aguarda para ver se a Bertlesmann (BMG) algum dia vai
dividir os vinte (20) milhões de dólares que ganhou no processo
contra a Napster, numa coluna do Web site da NARAS, Miles Copeland faz
um apelo patético para a reavaliação da imagem da
indústria da música junto ao público. Citando um
custo de 15 dólares por CD versus 10 dólares de venda, Copeland
descreve a indústria da música e as gravadoras como tendo
sido injustamente chamadas de gananciosas (N.A.R.A.S. 2001). De um ponto
de vista puramente comercial, qualquer pessoa que esteja a frente de um
negócio que consistentemente perde cinco dólares por CD
deveria considerar uma nova carreira. Mas isso não fica por aqui.
Em carta
aberta ao público, entitulada "Construindo Pontes com a Música",
na primeira edição de Grammy Latino (1997), a revista da
L.A.R.A.S, Michael Greene, Presidente e Chefe Executivo da N.A.R.A.S,
declarou que 50% das compras de música na América Latina
são de CDs piratas. Muito embora a pirataria exista abertamente
na América Latina, esse dado de 50% não tem evidência
empírical e se mantém como uma estimativa exagerada usada
com a intenção de favorecer a imagem de uma indústria
que se faz de vítima de bandidos. Ele baseia essa porcentagem em
outros dados pouco claros fornecidos pela IFPI anualmente. Ele continua
dizendo que, "toda a cadeia de alimento está morrendo de fome",
enquanto os bandidos colhem os lucros da pirataria. (p. 24). Como é
possível uma afirmação tão ridícula
vinda de uma pessoa que, na periferia da indústria, recebe anualmente
um salário de dois milhões de dólares? São
essas falsas afirmações e as de Copeland que deram a indústria
da música a reputação e imagem de ferozes vampiros.
Greene pediu soluções para a pirataria que "devem ser
adaptadas a cada país levando em consideração o ambiente
político e econômico" (pg 24). Com essa afirmação
ele não está se referindo a adaptar os preços, mas
adaptar o meio de coerção. Em março de dois mil e
um, (2001) R.I.A.A. conseguiu que o governo brasileiro baixasse um Decreto
Presidencial e instituisse um Comitê Anti-Pirataria Interministerial,
sob a tutela do Ministério da Justiça, com a finalidade
de coordenar os diferentes órgãos do país (IFPI 2001).
Em sua profunda ingenuidade, Michael Greene repudia a existência
de uma classe média forte na América Latina (uma gafe para
a pessoa que é presidente da L.A.R.A.S.) e citou a disparidade
de renda entre as classes como a principal causa da pirataria. Ele não
está completamente errado, mas em momento algum ele admite que
essa dinâmica de classe foi construída deliberadamente, a
nível global, pelos ricos e poderosos do mundo, classe da qual
ele faz parte, como meio de manter poder e controle sobre essa classes
que ele critica.
No caso do Brasil, Greene afirma que as gravações piratas
vale por quarenta e cinco por cento (45%) das vendas e que na Colômbia
ele estima que as vendas piratas alcançaram o número exorbitante
de oitenta e seis por cento (86%). Mais uma vez, não existe nenhum
dado oficial escrito que confirme essas porcentagens a não ser
as vagasestimativas do IFPI. Ele conclui a carta com um apelo a todo cidadão
"até das comunidades mais pequenas" a se unir na batalha
contra a pirataria. Nessa exibição exuberante de auto-importância,
ele essencialmente está pedindo que cada homen, mulher e criança
na Terra, não importando sua condição econômica,
gaste energia e esforço para assegurar a continuidade de sua vida
luxuosa. Isto é o que realmente está em jogo. Ele cita a
disparidade de renda e inconsistência no enforço das leis
de direitos autorais/copyrights pelas autoridades como um dos maiores
contribuidores para essa situação. Em nenhum lugar nessa
carta ele admite que os executivos das gravadoras são membros altamente
remunerados de uma indústria exploradora que historicamente se
apropriou dos direitos autorais de outros e os usou como veículo
para contribuir na sua ganância e sede de poder. Em momento algum
Greene admite que talvez os preços cobrados por CDs, que já
são considerados altos nos Estados Unidos, são completamente
fora da realidade das economias locais pela América Latina afora.
Nem ele considera que o preço alto dos CDs seja uma possível
razão para a pirataria. Como um exemplo, levemos em consideração
o Brasil.
Mitos e verdades da pirataria
No artigo "Na Terra do Sol e Música, Os Piratas de CDs Fazem
o Papel de Robin Hood", que foi publicado no New York Times do dia
20 de Maio de dois mil e um, (2001) Larry Rother pinta um retrato muito
diferente dessa situação. "Os lançamentos de
Britney Spears, Madonna, U2, ou Backstreet Boys, podem custar até
trinta e seis reais e cinquenta centavos (R$36.50) (US$15.50) nas lojas
da música no Brasil, mas isso não impede ninguém
de ouví-los. Os vendedores de rua, com suas telas de metal cheias
de CD, vendem esses mesmos lançamentos por sies reais e oitenta
centavos (R$6.80) (US$2.50)" (Rother 2001). Esse fenômeno não
é restrito à música importada. Os lançamentos
de artistas nacionais vendem quase pelo mesmo preço por cerca de
trinta reais (R$30). Numa nação onde o salário mínimo
mensal está entre cento e setenta a duzentos reais (R$170 e 200)
(US$73-86), a idéia de pagar trinta reais (R$30) por um lançamento
fica simplesmente fora de questão. "É a avarice, a
predacão incessante das gravadoras que alimenta a violação
dos direitos autorais das gravações no Brasil," disse
Nehemias Gueiros Jr., um advogado de direitos autorais e executivo de
uma gravadora. "Quando você tem um política de preços
predatória que é incompatível com a realidade econômica
da país, você está preparando o caminho para pirataria".
Quanto aos preços altos, Antônio Carlos Manfredini, um economista
da Fundação Getúlio Vargas disse, "O preço
das gravações aqui [no Brasil] é mantido alto não
só pelo Brasil, mas para evitar que vendas sejam feitas aos Estados
Unidos e Europa; simplesmente não é interessante para eles
[gravadoras] arriscar o mercado do Norte para se ter preços mais
agressivos no Brasil."
Essa declaração revela a realidade no Brasil em tentar lidar
com essa estrutura imposta de preços globalizados. Como resultado
desses preços altos, os lucros das gravadoras no Brasil talvez
seja maior do que nos Estados Unidos. O Sr. Gueiros, um antigo executivo
da Sony e BMG antes de abrir sua firma de advocacia e também uma
gravadora de pequeno porte no Rio de Janeiro, calcula que o custo médio
para produzir um CD no Brasil, que inclua royalties, é no mínimo
três dólares mais baixo que nos Estados Unidos (Rother 2001).
Os economistas concordam que os lucros no Brasil aumentariam e a pirataria
diminuiria se as gravadoras trocassem os lucros por cada CD por volume
de vendas. Em resposta a acusação de Michael Greene que
as autoridades locais não estão fazendo o suficiente, Manfredini
declara, "Num país de baixo nível econômico,
as autoridades têm dificuldade de proteger os direitos dos produtores
e dos consumidores, então não existe uma estrutura institucional
para controlar a exploração dos preços e outros abusos
cometidos pelas empresas que ao mesmo tempo reclamam que seus direitos
não estão sendo protegidos quando a pirataria ocorre"
(Rother 2001). Essa declaração revela a ganância duma
indústria que quer proteção para explorar os preços
e ao mesmo tempo quer proteção daqueles que se opõem
a tal exploração. Em outras palavras o que a indústria
quer é que os governos oprimam as massas para preservar a exploração
econômica das classes média e baixa. A verdade que parece
ser difícil para a indústria entender é que nas sociedades
de "baixa-renda" pelo mundo, os piratas de CD não são
vistos como os bandidos que Michael Greene e a indústria dizem.
Em muitos casos são como Robin Hood, libertando a música
dos sequestradores econômicos e devolvendo-a ao povo. Afinal, o
Brasil é um país que se define e se expressa pela canção,
como vários outros países no mundo, o que significa que
qualquer tentativa de limitar economicamente o acesso à música
é visto como um ataque contra a cultura e a identidade nacionais.
Piratas
Mexicanos
Em outro exemplo, consideremos o México. O IFPI revelou números
no suplemento de junho de dois mil e um, (2001) que mostram que a pirataria
vale por sessenta-e-cinco por cento (65%) de todas as compras de música
no país durante o ano dois mil (2000). Eles dizem que devido "à
pobre coordenação entre órgãos de justiça,
falta de compromisso com a defesa dos direitos autorais pela justiça
e a falta de punição nos tribunais," (IFPI) a pirataria
continua a crescer. Comparando o GNP do México per capita de quatro
mil e setecentos e quarenta e oito dólares (US$4,748) com os trinta
e três mil, novecentos e trinta e três dólares (US$33,933)
dos Estados Unidos (IFPI 2001) se vê pelos números a disparidade
entre as classes sociais de cada país. A diferença de vinte
e nove mil cento e oitenta e cinco dólares (US$29,185) faz a venda
de um CD pelo mesmo preço em ambas sociedades um absurdo. No caso
do Brasil isso é ainda pior com a diferença sendo de trinta
mil quatrocentos e noventa e seis dólares (US$30,496). Terceiros
na lista das prioridades contra a pirataria, IFPI diz que os piratas Mexicanos
são responsáveis por perdas anuais de mais de duzentos-e-vinte
milhões de dólares (US$220 mil.). O irônico é
que se olharmos com mais cuidado, as vendas no México durante o
ano dois mil (2000) cresceram em treze por cento (13%) em comparação
com seis por cento (6%) nos Estados Unidos e de um crescimento negativo
de quarenta-e-quatro por cento no Brasil. Unidades vendidas no México
durante mil novecentos e noventa e nove (1999) chegaram até setenta-e-dois
ponto oito milhões de dólares (72.8) para um lucro de seiscentos
e vinte-e-seis milhões de dólares (US$626). Se juntarmos
esses números com os seiscentos e sessenta-e-oito ponto quatro
milhões de dólares (US$668.4) no Brasil vemos que as gravadoras
ganham um bilhão, duzentos e noventa-e-quatro milhões e
quatrocentos mil dolares com esses dois países Latino-americanos
que ainda assim ocupam o terceiro e quarto lugares respectivamente na
lista negra da pirataria de música. O IFPI tem declarado que a
prioridade pra eles no México é erradicação
da pirataria. O que isso significa ainda não se sabe. Como no Brasil,
essa chamada falta de compromisso parece indicar uma rejeição
de ser forçado por multinacionais a impor leis que são feitas
como mecanismo de exploração econômica das classes
dísprivilegiadas. O México é tão musical quanto
o Brasil e limitar o acesso a música somente aqueles que podem
pagar um preço alto e também um ataque a cultura e identidade
Mexicana.
Conclusão
Ao citar o aumento de oitenta por cento (80%) das vendas de CD-Rs em dois
mil (2000) como a razão principal pelo crescimento da pirataria,
o IFPI não está falando abertamente sobre o dinheiro ganhado
da taxa de três percento pela venda de cada CD-R vendido no mundo,
ou a taxa entre um e doze dólares por cada duplicador de CD. Imagine
o lucro gerado com essas taxas se as vendas excederam mais de oitenta
por cento (80%) em dois mil (2000) e em mil novecentos noventa-e-quatro
(1994) eles ganharam trinta-e-quatro (34) milhões de dólares
com as tais taxas! O mais interessante é que essas taxas pagas
ao RIAA são para compensar qualquer perda em potencial de vendas
por causa da possibilidade das cópias. O que aconteceu com esse
acordo? E mais um comentário: se a pirataria for eliminada, eles
vão desistir de coletar essas taxas? Duvido muito. Um problema
sério com os dados usados pela indústria é que em
lugar nenhum existem dados para provar que todo CD-R vendido vira cópia
ilegal de música. A questão central não é
a quantidade de CD-Rs em circulação, mas por que tantos
são usados para duplicar música. Aparentemente os consumidores
de música no mundo encontraram uma opção contra a
exploração dos preços da indústria. O CD-R
oferece uma opção antes não existente, uma resposta
à opressão econômica criada contra eles pelos ricos
do mundo. Para as camadas de "baixa-renda" no Brasil e México
e mesmo nos Estados Unidos, o CD-R representa libertação
e liberdade de escolha. Então não é necessário
ser um economista para entender que se abandonarmos a lavagem cerebral
que recebemos desde a infância que nos ensinou que a ordem normal
da sociedade é o da minoria da população controlar
a maioria dos recursos, e que as massas têm que lutar e sofrer para
obtê-los, e se resistirmos aplicar a teoria de Ronald Reagan que
é usada pela indústria, a teoria de "Trickle down,"
que significa colocar os lucros na classe dos ricos para benificiar os
pobres, e aplicarmos o oposto, uma teoria de "Trickle up" fica
bastante claro que o pirata é na verdade a indústria da
música.
Referências
Greene, Michael. 1997. "Building Bridges with Music." In Grammy
Latino 1(1): 22-25.
IFPI. 2000. The Recording Industry in Numbers 2000. London: IFPI
IFPI. 2001. The Recording Industry in Numbers June 2001. London: IFPI
National Academy of the Recording Arts and Sciences. (N.A.R.A.S.) 2001.
<http://www.grammy.com>
R.I.A.A. 2001. <http://www.riaa.com/>
Rother, Larry. 2001. "In the Land of Sun and Music Pirates Play Robin
Hood." New York Times May, 20.
What Can
We Do?
1) Stop
buying new CDs from any of the major labels and their affiliated
labels
2) Do buy used CDs at your local stores and online
3) Continue to
rip MP3s and trade them freely with your friends
4) Support your local musicians by going to their performances
and buying their CDs
5) Report any corrupted
CDs / What are
corrupted CDs?
5) Write to the R.I.A.A.
and let them know you are no longer going to support their members
6) Contact
your State representative
and let them know you want to be able to access music you already own
anywhere, anytime.
7) Contact
your Senator
and let them know the same
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